The Cord

 


O Cordão

E vamos a mais um post neste blog maravilhoso?

Eu continuo seguindo com a minha vida e as pessoas continuam se incomodando com a minha existência: "a vida da Mileide, o relacionamento da Mileide, os doces da Mileide, o futuro da Mileide, as fotografias da Mileide, o jeito que a Mileide se veste, o jeito que Mileide isso e aquilo..."

Vou continuar vivendo A MINHA VIDA, posso?!

Eu vim de uma família tão doente, que acha que tenho que pedir permissão pra viver a minha vida. Pessoas que SEMPRE fizeram o que bem entenderam e eu nunca falei nada. Sempre respeitei as escolhas de TODOS até quando eles faziam eu pensar que eu não era ninguém. O único que me respeitou de verdade naquela casa foi meu irmão Eduardo, que RECONHECEU o que fiz por ele em vida e eu dei minha palavra que estaria com ele até o final, e estive.

Se eu viesse na internet e colocasse os nomes de cada familiar e o que cada um fez a mim ao longos dos anos, não sobraria pedra sobre pedra. São anos de silêncio! Nunca expûs ninguém aqui! Me orgulho de ter tido classe o suficiente pra nunca ter jogado merda no ventilador...

Mas eu decidi escrever SIM, sobre os MEUS traumas e MINHAS percepções em 2023. Já estava por dentro do que rolava naquela casa desde 2016, vivia na pele a competição, a inveja, as ironias, a falta de apoio, o desprezo e o descarte (típico de mães narcisistas). E mesmo assim permaneci calada, mas a ferida precisa ser tocada pra ser tratada: comecei a escrever sobre narcisismo e sou mais uma sobrevivente sim.

Tem gente que acha que tenho raiva da minha mãe: não tenho. Mas minha saúde mental optou pela distância, assim EU não me machuco mais do que já estou machucada. Com o coração partido ou não, eu vou continuar VIVENDO A MINHA VIDA.

A minha maior decepção nessa "família" foi a minha irmã mais nova. Acho que eu esperava mais dela, do bom senso que ela sempre demonstrou ter e da amizade que acreditei que tínhamos. Mas eu estava enganada e ela se deixou levar pelo posto de 'filha dourada' depois de tantos anos sendo a invisível. Ela nunca foi invisível pra mim, sempre a enxerguei, sempre fiz questão da presença dela e o que ganhei no final?

Eu acredito que pessoas possam se redimir das cagadas da vida. Mas também sei, que pra uma pessoa orgulhosa se redimir ela precisa passar por cima do próprio ego e a conclusão que eu e o meu Patrick chegamos em nossas conversas, é que enquanto o EGO ganha força, a essência desaparece e isso é triste. Pois eu temo que a vida dela vire a moral da animação russa: O Cordão - é desolador. De qualquer forma ela SABE onde me encontrar se realmente precisar de mim. 

Jamais fecharei a minha porta pra ela, sem antes ouvir o que ela tem pra me dizer.

Graças ao Todo que tudo provém, eu vivo a minha vida com paz e alegrias diárias. Mesmo sabendo que existem pessoas que torcem pra que tudo dê errado do lado de cá, só pra reafirmar as "certezas" delas - como eu detesto este tipo de gente que quer ter razão a todo custo. Continuo querendo distância destas pessoas prepotentes que pensam que podem redefinir o que eu já sou por excelência.

Eu optei pela minha vida e não há nada mais digno que isso. E para os que se incomodam com isso, se pergunte qual a razão do incômodo, mas seja sincera com a sua resposta interna.

Grata pela leitura.

 ♪♬ Celestial Dancers - Birdy



photos/ Patrick

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